25 de jan de 2016

Anunciai a Boa-Nova! - 
Mc 16, 15-18

Jesus disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão demônios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes e beberem veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados”.

8 de jun de 2015

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

Charles Chaplin

2 de jun de 2015

Dai a Deus o que é de Deus - Mc 12,13-17

Então, mandaram alguns fariseus e partidários de Herodes, para apanhar Jesus em alguma palavra. Logo que chegaram, disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te deixas influenciar por ninguém. Tu não olhas a aparência das pessoas, mas ensinas segundo a verdade o caminho de Deus. Dize-nos: é permitido ou não pagar imposto a César? Devemos dá-lo ou não?”. Ele percebeu-lhes o fingimento e respondeu: “Por que me armais uma armadilha? Trazei-me a moeda do imposto para eu ver”. Trouxeram-lhe uma moeda. Ele perguntou: “De quem é esta figura e a inscrição?”. Responderam: “De César”. Então, Jesus disse: “Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus”. E estavam extremamente admirados a respeito dele.

Reflexão - Mc 12, 13-17
Dois pontos nos são sugeridos pelo Evangelho de hoje. O primeiro é: por que nos aproximamos de Jesus? Condenamos as autoridades porque mandaram pessoas até Jesus para o apanharem em alguma palavra, mas muitas vezes nos aproximamos de Jesus para a satisfação de nossos interesses pessoais e não para o encontro pessoal com aquele que é nosso Deus e que nos ama com amor eterno. O segundo é: dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, o que significa que César deve dar a Deus o que é de Deus, de modo que Jesus nos mostra também as responsabilidades dos dirigentes das nações em relação a Deus e nós devemos cobrar isso deles.

20 de mai de 2015

A hospitalidade da palavra

Sou impressionado com o poder da palavra, em todas as suas formas e manifestações. As ditas, as não ditas, as malditas e as benditas. Mas sei que não sou só eu. Afinal, tudo começou com ela e tudo terminará com ela; quando o “haja” se consumar em “houve”, e tudo for muito bom.
A palavra cria e destrói; orienta e engana. Por ela, o mundo em que vivemos, o mundo dos significados, é construído pelos “falantes”.
Ao diferenciar um boi de um cavalo, Adão usava palavras para ordenar o seu – e o nosso – mundo. Tarefa que lhe foi incumbida pelo Criador. Ao “nomear” sua realidade, ele lhe atribuía “nomos”, ordem: “cavalo não é boi”.
Assim participou Adão como ajudante humano na criação divina. Ambos proferindo palavras; ambos esculpindo o mundo simbólico em que haveríamos de habitar, com cinzéis verbais.
É assim que, pelo uso da palavra, ordenamos e reordenamos; recebemos e transmitimos nosso “mundo”. É conversando que o colocamos em ordem; aprendendo, validando pensamentos, corrigindo enganos, entendendo o próprio coração, entre tantas outras transformações internas. E fazemos isso intensamente, a todo momento. A conversa serve, portanto, como uma bússola, a funcionar até enquanto dormimos.
Praticamente, muitas vezes chegamos a uma roda de amigos precisando revisar, reestruturar ou construir alguma parte do nosso mundo. Precisamos ouvir opiniões, conselhos, informações. Contudo, para que isso aconteça, temos de falar, contar. E esse discurso se torna muitas vezes caótico, complicado, pois reflete nossa confusão. Porém o fazemos na esperança inconsciente de que nossos amigos nos ajudem com suas reações. Às vezes, basta um sorriso e já vamos “renomeando” o nosso “mundo”. “Não é cavalo, é boi”; “nem tudo está “perdido”, há “esperança””.

Pois bem, chamamos de “ministros da palavra” nossos pastores. Com efeito, eles prestam serviço à Igreja, ao pregar e ensinar. Entretanto, considerando que temos sede de verdadeiras palavras, exatamente por vivermos no mundo da informação, proponho um ministério leigo à Igreja: o “sacerdócio universal da palavra”. Explico: toda vez que se reunirem dois ou mais irmãos, acenda-se a luz amarela da palavra. Que se cuide dela como se cuida da oração, da pregação ou do cântico. Não se trata de formalizar as rodinhas, de abolir o riso, a alegria, o bom humor ou a espontaneidade; de transformar qualquer conversa em “culto”, no seu pior sentido, mas de “tirar as sandálias” nesses momentos de conversa.
Se, por um lado, é desagradável a pessoa que tudo “espiritualiza”, também se torna inócuo o irmão que se envergonha da imagem de cristão. A sensibilidade e o Espírito Santo hão de ajudar-nos a transformar simples conversas em momentos agradáveis e edificantes.
O “ministério da palavra” envolve, em particular, o “ouvir”. Quer conhecer um cristão poderoso em obras? Procure-o entre aqueles que se calam para, gentilmente, abrir “espaços de palavra” aos demais. Mas que não nega a sua, quando “for boa para edificação, conforme a necessidade” (Ef 4.29). Chamemos a isso “hospitalidade da palavra”.
O testemunho que se dará desses ministros leigos é que têm o dom do diálogo: “Sentimo-nos acolhidos. E por alguém que se dispõe a compreender o que estamos tentando dizer”.

Autor: Rubem Amorese